O Exército Brasileiro deu um passo importante para ampliar o uso de drones em suas operações, com foco em modelos armados, como os chamados drones kamikaze ou equipamentos capazes de lançar munições. A iniciativa reflete uma preocupação crescente das Forças Armadas com o avanço dessas tecnologias e com a necessidade de acompanhar as transformações do cenário militar internacional.
Segundo relatos de militares, o desenvolvimento e a aquisição de sistemas de drones e antidrone estão entre as prioridades estratégicas do Exército. O emprego massivo desses equipamentos se consolidou como uma das principais características das guerras modernas, com destaque para o conflito entre Rússia e Ucrânia, onde os drones passaram a ter papel central ao lado de mísseis de cruzeiro.
Esse novo cenário impulsiona uma corrida global por soluções baseadas em drones, movimentando bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento na indústria de defesa. Governos buscam sistemas cada vez mais sofisticados, versáteis e com menor custo operacional, capazes de atender a diferentes tipos de missões.
No dia 23 de dezembro, o Exército publicou uma Requisição de Informações, conhecida como Request for Information (RFI), direcionada a empresas do setor. O objetivo é mapear as capacidades existentes no mercado, identificar tecnologias disponíveis e medir o interesse da indústria em projetos envolvendo drones, especialmente os voltados para sistemas de ataque.
A fase de RFI não envolve compra nem contratação. Trata-se de uma etapa preliminar, utilizada para compreender o que já está disponível, quais soluções são viáveis e quais requisitos técnicos poderão ser exigidos em um eventual processo de aquisição.
Após essa etapa, o Exército poderá avançar para uma Requisição de Cotação (Request for Quotation – RFQ), quando passa a solicitar estimativas de preços e condições comerciais das soluções apresentadas. Em um estágio mais avançado, pode ser lançada uma Requisição de Propostas (Request for Proposal – RFP), que já configura uma solicitação formal.
Na fase de RFP, as empresas precisam apresentar propostas completas, incluindo valores, cronograma de entrega, requisitos técnicos, possibilidades de transferência de tecnologia e suporte logístico. A partir da análise dessas propostas, o Exército poderá dar início ao processo de contratação e, assim, avançar na incorporação de drones armados ao seu arsenal.



Elídio Honório dos Santos 06/01/2026
Fico triste em ver essa notícia quando para outros é sinal de orgulho. Onde esta nossa indústria que não consegue fabricar um drone. Falta tecnologia ou interesse? Como fica nossa defesa quando o inimigo fornece as armas? Está difícil em compreender atitudes como essas. Pois não é?
Ganicus 06/01/2026
Kkkkk os cofres públicos falido vai investir em drones que lança bombas. Falta hospitais, escolas, creches entre outras prioridades que e medicamentos na saúde o que falta muito. Mas agora vem dizer que o Brasil vai preparar para enfrentar EUA kkkkkkkkk e para acabar mesmo, país tá perdido no meio do nada. Isso monstra o que ??????? Sem palavras.
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