Nesta sexta-feira (22), a delegada Maria Corsato afirmou, durante entrevista à LeoDias TV, que a influenciadora Deolane Bezerra pode ter ligação com ameaças atribuídas a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra o senador Sergio Moro e também com a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes.
Até o momento, não há confirmação oficial que comprove o envolvimento da influenciadora nos casos mencionados. As declarações integram linhas de investigação citadas pela delegada durante a entrevista.
Segundo Maria Corsato, o crime organizado estaria utilizando influenciadores digitais em esquemas de lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas. Ela relatou que um dos inquéritos analisados teria origem em 2019 e apontaria a existência de ameaças direcionadas a autoridades públicas.
“Um desses inquéritos começa em 2019 e, salvo engano, é nessa investigação que eles identificam as ameaças para o juiz Sergio Moro. E, se a memória do nome falha, nessa mesma investigação, tem as ameaças para o [ex] juiz Sergio Moro e para o delegado-geral, doutor Rui [Ferraz Pontes], que foi assassinado agora na Praia Grande”, disse a delegada.
Durante a mesma cobertura, a jornalista Mônica Apor afirmou que delegados mencionaram cartas interceptadas no curso das investigações. Segundo ela, os investigadores relataram que Deolane Bezerra teria buscado informações como endereços e telefones de possíveis alvos ligados à facção.
“Eles falaram sobre isso mesmo na coletiva. Um dos delegados falou exatamente isso (…) Ela foi a responsável, segundo os delegados, a ir atrás de endereços, telefones, desses alvos que eles queriam ir atrás”, afirmou a jornalista.
Ao comentar o conteúdo das alegações, a delegada classificou a situação como grave caso as suspeitas sejam confirmadas.
“Isso é muito grave. A gente viu uma participação, na ocasião ele era ministro da Justiça do Brasil. Olha que grave”, declarou.
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O ex-delegado geral de Polícia de São Paulo e atual secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, foi morto em 15 de setembro de 2025, em uma área próxima à prefeitura e ao fórum do município, no litoral paulista.
Ruy Ferraz teve atuação destacada no combate ao PCC nos anos 2000, período em que participou de investigações contra lideranças da facção em casos de roubo a bancos. Ele também ocupou o cargo de delegado-geral até 2022.
As autoridades envolvidas nas investigações não divulgaram, até o momento, informações conclusivas sobre a motivação do crime nem confirmaram qualquer relação direta entre os casos citados.



