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BRASIL Sexta-feira, 22 de Maio de 2026, 11:50 - A | A

Sexta-feira, 22 de Maio de 2026, 11h:50 - A | A

BAIXA NA DEFESA

Advogado abandona defesa de Daniel Vorcaro em meio à crise da delação

José Luis Oliveira Lima confirmou saída da defesa e disse que decisão foi consensual

Luana Ogiwara

 

O advogado criminalista José Luis Oliveira Lima deixou oficialmente a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A informação foi confirmada pelo próprio defensor, que afirmou que a saída ocorreu “de comum acordo”.

 

A mudança na equipe jurídica acontece em meio ao avanço das investigações envolvendo o empresário e poucos dias após a Polícia Federal rejeitar a proposta inicial de delação premiada apresentada por Vorcaro.

 

Apesar da negativa da PF, as negociações relacionadas a um possível acordo de colaboração seguem em discussão junto à Procuradoria-Geral da República. Nos bastidores, porém, cresce a avaliação de que um eventual entendimento homologado pela gestão do procurador-geral Paulo Gonet poderia enfrentar forte resistência no Supremo Tribunal Federal, especialmente na análise do ministro André Mendonça, relator do caso.

 

Conhecido no meio jurídico como “Juca”, José Luis Oliveira Lima é considerado um dos principais advogados criminalistas do país e possui histórico de atuação em acordos de colaboração premiada de grande repercussão nacional. Entre os casos mais conhecidos está a delação do empreiteiro Léo Pinheiro, investigado na Operação Lava Jato.

 

O advogado havia assumido a defesa de Vorcaro em março deste ano justamente para conduzir as tratativas relacionadas à colaboração premiada.

 

Pessoas próximas às investigações afirmam que Daniel Vorcaro estaria sob forte desgaste emocional após a prisão e já demonstraria disposição para ampliar o conteúdo das informações oferecidas às autoridades.

 

Na última quinta-feira (21), a defesa do banqueiro solicitou a transferência dele das dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido informalmente como “Papudinha”.

 

Segundo os advogados, as condições atuais da custódia na unidade da PF não seriam adequadas para a permanência do empresário.

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