O Brasil atingiu uma nova marca histórica nas exportações de algodão em pluma em 2025, consolidando sua posição como maior vendedor global da fibra. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o país exportou 3 milhões de toneladas da commodity ao longo do ano, superando o volume registrado em 2024 e ampliando sua participação no comércio mundial.
O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta de pluma disponível após a maior colheita da história recente do país, que, associada a condições logísticas favoráveis, acelerou os embarques especialmente no final do ano. Em dezembro, os volumes chegaram a 452,5 mil toneladas, estabelecendo recorde mensal para o mês.
A liderança do Brasil no mercado internacional é apoiada por destinos importantes na Ásia e no Oriente Médio, com destaque para China, Bangladesh e Paquistão, países com indústrias têxteis expressivas que absorveram grande parte dos embarques nacionais.
Especialistas do setor projetam que, mesmo com uma expectativa de produção ligeiramente menor em 2026, o país deve manter sua posição como principal fornecedor mundial de algodão, devido à qualidade da fibra brasileira e à competitividade nas exportações. Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que os embarques podem atingir cerca de 3,16 milhões de toneladas no ciclo seguinte.
Desde 2024, o Brasil superou os Estados Unidos na liderança do ranking global de exportadores de algodão, posição que vinha sendo ocupada pelos americanos desde a safra de 1993/94.



