Silval presta depoimento à Justiça nesta quinta

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Cumprindo prisão domiciliar desde junho deste ano, o ex-governador Silval Barbosa prestará depoimento à Justiça Federal hoje (30). Ele é considerado peça chave na ação penal que apura a suposta compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O beneficiado com o esquema teria sido o conselheiro Sergio Ricardo, que se encontra afastado de suas funções por determinação judicial.

O caso aconteceu no ano de 2009 e veio à tona após a delação do empresário Gércio Marcelino Mendonça. Em delação premiada, o ex-chefe do Executivo Estadual confirmou o fato e ainda detalhou como se deu as negociações, apontando também o envolvimento do atual ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (PR).

O acordo de delação premiada de Silval foi firmado junto a Procuradoria Geral da República (PGR) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com ele, houve uma espécie de “leilão” para definir quem ocuparia a vaga deixada pelo conselheiro Alencar Soares Filho na Corte de Contas no ano de 2009. A cadeira acabou sendo ocupada pelo ex-deputado Sérgio Ricardo. Investigado por supostamente ter comprado a vaga que ocupa no Tribunal, o conselheiro foi afastado do cargo em janeiro deste ano por decisão da Justiça estadual.

Na ocasião, além de determinar o afastamento imediato de Sérgio Ricardo do cargo de Conselheiro, o magistrado Luís Aparecido Bertolucci Júnior determinou ainda o bloqueio de bens e contas no valor de R$ 4 milhões do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, do ex-conselheiro do TCE, Humberto Bosaipo, de Alencar Soares e seu filho Leandro Valoes Soares; do ex-secretário de Estado, Éder de Moraes Dias; do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior; do ex-deputado estadual, José Geraldo Riva e do ex-governador do Estado, Silval da Cunha Barbosa, além do próprio Sérgio Ricardo.

A referida ação penal é oriunda da “Operação Ararath” da Polícia Federal, onde o conselheiro é acusado de ter comprado a vaga de conselheiro no Tribunal por R$ 4 milhões. Na época da suposta negociação, Blairo era governador do Estado, tendo Silval como seu vice.

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