Política
Blairo maggi pode assumir ministério
Laíse Lucatelli/Ana Karla Costa
A reunião entre o líder do PR no Senado, Blairo Maggi, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, na última terça (14), surtiu efeito e o partido ganhará um ministério. Até o dia 15 de março, a presidente Dilma Rousseff (PT) definirá qual pasta vai oferecer aos republicanos para que eles voltem a integrar a base governista. E são grandes as chances de que o indicado para ocupar esse ministério seja o próprio Blairo.
Durante a reunião, o senador foi novamente convidado pelo Palácio do Planalto para ocupar o Ministério dos Transportes, cargo que ele já recusou em julho passado. Segundo publicou o jornal “O Globo na” edição de ontem, “no Planalto, o nome de Blairo, novo líder do partido no Senado, é visto como o único quadro do PR com condições para ocupar o ministério”. Afinal, o republicano desfruta de boa relação com a presidente e grande prestígio no governo federal.
Maggi confirmou à reportagem da Folha do Estado que recebeu o convite, mas negou interesse em assumir o cargo, pelo menos por enquanto. “Já recusei essa posição antes em função de algumas questões. No entanto, como líder do PR estou discutindo com o governo o espaço do partido e o retorno para base aliada da presidente Dilma. Vamos definir tudo isso no dia 15 de março”, disse o parlamentar.
A dificuldade de Maggi assumir o Ministério dos Transportes ocorre devido ao conflito de interesses entre os seus negócios no ramo de navegação. Diante disso, a presidente Dilma pode oferece a Maggi o comando de outro ministério, como o da Agricultura.
PRESSÃO
Apesar de Blairo não deixar claro que pode assumir o cargo de ministro, as informações nos bastidores são de que o PR e a própria presidente Dilma vão pressioná-lo a aceitar o convite.
Além disso, o senador já confessou, em outras ocasiões, que sente falta do ritmo ágil do Poder Executivo e que a atividade parlamentar é lenta demais para o que está acostumado.
No entanto, mesmo negando interesse em ser ministro, o parlamentar admite que a boa relação que tem com a presidente Dilma pode pesar na decisão.
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