Política
Mato Grosso em ‘peso’ na liderança no Senado
Um cenário incomum e que coloca mais uma vez Mato Grosso numa posição de destaque na esfera política nacional, em especial, no Senado Federal. Os três senadores mato-grossenses Blairo Maggi (PR), Pedro Taques (PDT) e Jayme Campos (DEM) assumiram a liderança dos seus respectivos partidos e hoje compõem uma bancada de ‘peso’ na defesa dos interesses do Estado.
Na reunião dos líderes ontem (14.02), em Brasília, ambos marcaram presença e junto ao presidente do Senado, José Sarney, colocaram em pauta temas relevantes para Mato Grosso e que devem voltar ao debate na Casa tais como: o projeto que regulamenta a distribuição dos royalties do petróleo (PLS 448/2011), a proposta do novo Código de Processo Civil (PLS 166/2010), o projeto que propõe nova base de cálculo e redistribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), além da Lei Geral da Copa.
Para os senadores são assuntos que mexem na estrutura do Estado e têm o poder de mudar uma realidade de décadas de disparidade entre a região Centro-Oeste, em especial Mato Grosso, e os demais entes da Federação.
“Não é segredo para ninguém que a Bahia, sozinha, recebe mais repasse do FPE do Governo Federal do que toda a região Centro-Oeste. O mesmo acontece com os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro com relação ao repasse do pré-sal, onde só eles ganham o que é de direito de todos. Sempre declarei que não vamos lutar no Congresso Nacional para diminuir ninguém e muito menos tirar de quem quer que seja suas fontes de recursos, o que queremos é que o Governo Federal dê atenção igualitária e justa a todos”, disse Blairo Maggi.
Em consonância, Pedro Taques apresentou inclusive um requerimento que pede a criação de uma comissão especial de revisão do Pacto Federativo. A prioridade a esse tema é um sentimento comum à maioria dos senadores e a tendência é que, por pressão dos próprios legisladores, a lei seja de fato revisada e reformulada.
Taques disse ainda, que pretende inserir o Estado na pauta de discussões sobre segurança pública. "Precisamos debater não só melhorias para os trabalhadores do setor, como também estudar mecanismos para reverter quadros de desigualdade social e o aumento da violência”, afirmou o pedetista.
Sob esse ponto de vista, os três senadores buscarão usar da ‘prerrogativa de líder’ para articular junto ao Congresso Nacional a aprovação de matérias importantes à região Centro-Oeste e que possam mudar esse cenário de desigualdade.
“Ter os três senadores na liderança do Senado é uma conquista de toda a bancada mato-grossense e quem e a região que representamos é quem ganha. Nessa situação de líderes, temos condições de influenciar os debates que importam a nós e que nos farão reconhecidos em nível nacional pela relevância que temos no contexto político, econômico e social”, expôs Jayme Campos (DEM).
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