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Retrospectiva 2011- As batalhas da primavera árabe
O cenário político internacional ficou marcado em 2011 pela série de protestos que varreu o mundo árabe, contra governos despóticos e por democracia. Iniciado com o suicídio do tunisiano Mohamed Bouazizi – que ateou fogo ao próprio corpo após ser humilhado por policiais e ter sua barraca de legumes confiscada –, o movimento derrubou regimes na Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen. Além disso, há ainda protestos em vários países, como Síria e Bahrein.
Nascido na Síria, o professor Murhaf Jouejati vive nos EUA e é especialista em Oriente Médio. Ligado às universidades George Washington e National Defense, é Ph.D. em Ciência Política pela Universidade de Utah. Na opinião dele, o processo detonado pelo ato extremo de Bouazizi é irreversível, e os levantes contra os ditadores ainda no poder, como na Síria, vão continuar. Jouejati critica a posição do Brasil de se abster, em outubro, em uma votação no Conselho de Segurança da ONU que condenaria duramente a Síria. O país se justificou dizendo que era preciso mais tempo, para angariar mais apoio e fomentar um diálogo nacional para superar a crise.
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