A maternidade na contemporaneidade

A maternidade na contemporaneidade

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O processo de se tornar mãe começa muito antes da gestação, quando a menina, ainda pequena, começa a se identificar com a mulher, por meio de suas brincadeiras de mamãe-filhinha, passando pela adolescência, a juventude, o desejo de ter um(a) filho(a) e a gravidez, que pode ser vivenciada no útero materno ou em seu coração.

De acordo com diversas teorias, dentre elas destaco aqui a Psicologia do Desenvolvimento e a Psicanálise, a gravidez é um momento importante na vida da mulher, onde ocorrerão várias mudanças reestruturadoras nos diversos papéis que ela exerce na sociedade atual.

Essas mudanças vão desde o seu primeiro papel – de filha – para o de se tornar mãe. Nesse processo, a gestante (no útero ou no coração) irá reviver experiências anteriores, como, por exemplo, de quando ela era criança e adolescente – da filha que foi, do pai e da mãe que teve. Além disso, também precisará reajustar a sua situação socioeconômica, as atividades profissionais e a sua relação conjugal, que até o momento era formada apenas pelo homem e a mulher. A partir de então, passa a se constituir de pai e mãe representando, desse modo, uma profunda alteração nas suas dinâmicas individuais, na relação conjugal, e também nas suas relações familiares e sociais. É uma experiência singular e intensa na vida da mulher.

O significado que a mulher dá à maternidade está vinculado, desde o início de sua história, tanto à sua família de origem quanto ao contexto social, histórico, político e cultural em que se insere. Para muitas mulheres, a maternidade ainda representa a possibilidade de realização plena.

Historicamente, a maternidade também passou por diversas mudanças, que vão desde as dificuldades reais advindas da perda de seus filhos(as) ainda pequenos(as) por doenças contagiosas, antes da descoberta das vacinas. Isso fazia com que as mães, por medo de perder seus(as) pequenos(as), evitassem desenvolver um vínculo afetivo mais profundo com eles(as), até a contemporaneidade, onde existe uma demonstração maior de afeto.

No entanto, muitas mães ainda experimentam dificuldades no desempenho de seu papel, principalmente no que diz respeito à sua função de autoridade, ao estabelecer os limites para o(a) seu(ua) filho(a) e, ao mesmo tempo, lidar com a culpa, a insegurança e o medo advindos da terceirização da educação deles, devido à sua ausência física enquanto se encontra no trabalho.

Quero lembrar às mães que têm filhos(as) pequenos(as) ou adolescentes que o limite é a maior prova de amor que uma mãe e um pai podem dar ao filho(a), porque o limite claro e firme funciona como uma vacina, que irá ajudar na formação do caráter da pessoa que seu(ua) filho(a) está se tornando. Deixar de impor os limites diariamente e não fazer com que a criança obedeça pode lhe trazer dissabores no futuro.

No entanto, se você, mãe, puder demonstrar a cada dia o seu amor, o seu afeto e também os limites, como prova de amor, receberá no futuro, quando seu(ua) filho(a) for adulto(a), o melhor presente que uma mãe pode receber – uma pessoa/filho(a) de caráter íntegro, honesto e não corruptível.

Invista nisso.

Feliz Dia das Mães!

Até a próxima.

Msc. Rosa Graciéla de Campos Lopes

 

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