Jovem que trabalhava como porteira em Cuiabá vira modelo internacional

Jovem que trabalhava como porteira em Cuiabá vira modelo internacional

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Foto: Arquivo PessoalFoto: Arquivo Pessoal

A cuiabana Roza Figueira, de 23 anos, que atua como modelo internacional há quatro meses depois de ter sido indicada para uma seleção de modelos, trabalhava como porteira de uma empresa de segurança eletrônica, em Cuiabá. A jovem já passou por cidades como Nova Iork, Milão, Paris e atualmente reside em Londres.

A jovem disse que trabalhou como porteira durante dois anos, até que um amigo a indicou para participar de um workshop. “Eu fui indicada e no primeiro dia fui aprovada pelo olheiro de moda”, afirmou.

Roza morava com a mãe no Bairro Santa Laura, na capital. Aos 16 anos, precisou abandonar os estudos e começou a trabalhar como babá. Ela contou que pretendia se formar em psicologia. Roza tem dois irmãos e duas irmãs.

A modelo contou que a rotina quando trabalhava como porteira era pesada. Acordava às 4h e pegava dois ônibus para conseguir chegar no trabalho às 6h. Ela afirma que a mãe, que mora em Cuiabá, está contente com a carreira dela “Minha mãe está muito feliz. Ela sempre me deu apoio desde o início”, contou.

Apesar de ter participado de uma seleção de modelos quando era criança, Roza disse que nunca sonhou em ser modelo.

Roza mede 1.79 m de altura e pesa 54 quilos. Ela aconselha as jovens que têm o sonho de se tornar modelo a não utilizarem remédios para emagrecer, porque podem causar problemas de saúde.

“É preciso ter bastante calma, não se pode utilizar remédios e nem forçar vômitos porque isso causa problemas de saúde”, avaliou.

Os principais trabalhos realizados como modelo, segundo Roza, foram para a estilista inglesa Vivienne Westwood e para as revistas The Squad e Interview de Nova York.

Uma das principais dificuldades, segundo Roza, foi aprender a falar inglês. Ela contou que durante os quatro meses pesquisou e assistiu vídeo aulas na internet e que atualmente consegue conversar mesmo não falando inglês fluentemente.

“Eu ainda tenho muito o que aprender. É uma cultura nova, pessoas novas, mas eu já consigo entender várias coisas”, disse.

Mesmo com muitos trabalhos, a jovem explicou que pretende terminar os estudos para cursar psicologia. Ela contou que pretende voltar para Cuiabá para visitar a família. “Cuiabá é minha terra querida, eu tenho a minha família e pretendo voltar”, contou.

Para isso, pretende se estabilizar financeiramente para conseguir voltar para a capital e disse que pretende ajudar a família.

“Me sinto muito feliz, pois descobri uma Roza que não sabia que existia. Eu me sinto realizada”, afirmou.

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