Grevistas ameaçam diretora de escola; ‘Ridícula, você é uma sem vergonha’

Grevistas ameaçam diretora de escola; ‘Ridícula, você é uma sem vergonha’

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Os profissionais da Educação entraram em greve em Cuiabá na última segunda (01) e exigem 7% de aumento real. A prefeitura diz que já chegou em 6%, o limite da LRF

A diretora da Escola Municipal Manoel de Barros, Ianai Fernanda Leque de Almeida, registrou boletim de ocorrência, na  manhã desta quarta-feira (3), contra o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Cuiabá (Sintep), João Custódio da Silva, e o tesoureiro do sindicato, Gilson Romeu da Costa, por ameaças, coação e por constrangimento.

À Polícia Militar, Ianai contou que os sindicalistas invadiram uma reunião dos professores da escola, na qual eles discutiam a possibilidade de sair da greve municipal iniciada na semana passada, e a atacado verbalmente.

“Eu vou te tirar daqui, você não merece, o sindicato não vai descansar enquanto não te tirar daqui”, disse um deles.

O sindicato pede um aumento de 7% à Prefeitura, que já ofereceu 6,03% de reajuste, com cerca de 2% de ganho real. Apesar da oferta, uma assembleia realizada na terça-feira (02) decidiu pela continuidade da paralisação.

Em um áudio obtido com exclusividade pelo , os sindicalistas afirmam, durante a reunião na escola Manoel de Barros, que irão tirar a diretora da unidade por que ela “não merecia” estar no cargo – os diretores das escolas municipais são eleitos pela comunidade escolar.

De acordo com o boletim de ocorrência, João Custódio e Gilson entraram na sala da reunião aos berros e ofendido a professora: “Ridícula. Você é uma sem vergonha. Imoral. Você não tem o direito de estar aqui, porque você é baba ovo do prefeito. Você faz parte do grupo podre”.

Os sindicalistas teriam continuado a gritar contra a diretora da escola.

“Eu vou te tirar daqui, você não merece, o sindicato não vai descansar enquanto não te tirar daqui”, disse um deles.

A diretora afirmou, ainda, no boletim que se sentiu constrangida e ameaçada e que a reunião se tornou um tumulto depois das falas dos representantes do sindicato.

A professora registrou no boletim ter sido vítima dos delitos de “perturbação da tranquilidade”, “difamação”, “injúria”, “constrangimento ilegal” e “ameaça”.

Outro lado

O  entrou em contato com o presidente do Sintep de Cuiabá, João Custódio da Silva, mas ele disse não ter interesse em se posicionar sobre o ocorrido. João Custódio disse que se posicionaria “em um momento oportuno”.

 

Com Assessoria

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