Feira na Orla do Porto vira vitrine para os artesãos

Feira na Orla do Porto vira vitrine para os artesãos

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Com produtos variados e preços acessíveis, a Feira na Orla do Porto tem funcionado como uma vitrine para os artesãos. E a expectativa é aumentar as vendas, agora, em especial devido ao Dia das Mães.

A criação do espaço foi uma realização da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), em parceria com a Assembleia Legislativa (ALMT) e a Prefeitura de Cuiabá. E já conquista a credibilidade entre os moradores da região.

Como a aposentada Sidonia Checon, por exemplo, que aprovou a atração na Orla do Porto. “Quando abriu esse espaço aqui eu logo pensei que abrigaria o artesanato, sempre achei ideal, que fosse uma coisa permanente ou pelo menos todos os finais de semana, que tem bastante movimento. Além de dar vitalidade para a região, contribui com os artesãos, que podem aumentar as vendas. É uma boa oportunidade para ambos (comunidade e artesãos)”, destacou a moradora, que costuma todos os dias fazer caminhada na Orla pela manhã e, no final da tarde, passear com a neta.

O local também agradou aos expositores. “A Orla é um local comum para todos exporem. Alguns locais não oportunizam essa interação. Aqui seria um ponto de referência e atrairia o turista”, defende a artesã Sofia Ruiz.

A Feira, inclusive, vem inspirando novos artistas. Isso aconteceu com Rodrigo Zampieri que, há oito meses, depois de visitar uma feirinha e ver luminárias de PVC, sentiu-se instigado a desvendar seu talento. Assim, passou a esculpir as peças em diversos tamanhos e já sente o gosto do trabalho que expõe pela primeira vez.

Com poucas peças em mãos, se viu obrigado a pegar para exibição até uma que havia dado de presente para a sogra. “Vendo de boca a boca. Um vai indicando para outro. Agora tive que recusar vendas para ter peças suficientes para participar do evento. Ainda estou meio bobo, emocionado. Nunca divulguei assim, ao vivo”, frisou Rodrigo, ao confessar que não é a primeira vez que recorre à sogra e pega peças que a presenteou, pois ele já vendeu uma e teve que repor.

As peças variam de tamanho, portanto, de preço, custando entre R$ 60,00 e R$ 120,00. Mas há maiores, com desenho em alto relevo que sobem um pouco de valor. Vale ressaltar que além do trabalho empregado, as lâmpadas de Led dão um toque especial à obra.

Para Roberto Ruiz, aposentado com mestrado em Administração, o foco é poder mostrar o produto, pois a partir daí as encomendas e possíveis negócios são consequências. “Como todo empreendedorismo, no começo fizemos um teste para ver a aceitabilidade do nosso trabalho e percebemos que tinha mercado. Estamos sempre inovando e projetamos fazer a linha completa dos produtos”, revelou o artesão, que trabalha com a esposa. Juntos, eles fabricam sabonetes em formatos que aguçam até o paladar, mas não servem de alimento. Entre os formatos estão os cupcakes, sorvetes e brigadeiros, além de sabonetes de morango, maracujá, alecrim, chocolate, e tantos outros, incluindo sais de banho para chuveiro e sachês de gaveta.  Os preços variam de R$ 5,00 a, no máximo, R$ 100,00, que são os kits mais elaborados.

Doces regionais, bananas fritas doces e salgadas, amendoim frito, paçoca de pilão, licores e cachaça artesanal de diferentes paladares também compõem a feira. Fabricados por famílias de Poconé e Nossa Senhora do Livramento, carregam consigo tradição e história de vida.

Para os adeptos das bebidas, a mostra exibe cachaça preparada com ingredientes que dão um sabor diferenciado, como canela, erva doce, murici, carvalho, bálsamo, casquinha da catuaba, raiz de bugre. “Tem também a levanta moral, que possui mel, canela, nó de cachorro, raiz de bugre e catuaba. Tudo junto”, explicou a artesã responsável Zilair Martins.

Flores

No local, há espaço para as plantas. Sandra Maria Santos expõe pequenos vasos que se ajustam a qualquer ambiente. Entre as preferências estão hibisco, rosa do deserto, orquídeas, pimentas, primavera, azaleia, antúrios, cactos e outras com nomes menos comum, como zamioculcas e cruzia, que apesar do nome, são plantas conhecidas. No caso da cruzia, de fácil adaptação ao calor e a zamioculcas, a ambientes internos e com pouca luz.

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