Em jantar com embaixadores, Temer descobre que churrascaria não trabalha com carne brasileira

Em jantar com embaixadores, Temer descobre que churrascaria não trabalha com carne brasileira

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Marisa Batalha – Da Redação

O presidente peemedebista, Michel Temer teve a ‘coragem’ de convidar vários embaixadores neste último domingo (19), para um laudo jantar em uma churrascaria em Brasília. Mesmo depois de uma reunião constrangedora, para tentar contornar uma situação quase diplomática e de sobrevivência – horas antes -, entre os visitantes, o presidente e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), no Palácio do Planalto, com a repercussão negativa no mercado internacional, da operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira (17), pela Polícia Federal.

A comitiva foi para a Steak Bull (uma churrascaria caríssima no Distrito Federal) com o objetivo de referendar a qualidade da carne nacional, após uma operação que revelou indícios claros que eram utilizadas nas carnes brasileiras, substâncias químicas para maquiar a carne vencida, e que água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

A situação que anteriormente só parecia ruim, ficou muito pior quando os visitantes souberam pela boca de Rodrigo Carvalho, um dos gerentes da churrascaria, que o restaurante, definitivamente, não servia carne bovina brasileira, “só trabalha com corte europeu, australiano e uruguaio.

De acordo com o gerente, ‘a Casa trabalha com transparência’, assim qualquer cliente pode procura-lo, que ele mostraria a câmara fria e açougue do restaurante.

Obviamente, que a informação caiu com um ‘terremoto’, nas redes sociais e nos sites brasileiros. Mas, a situação ficou insustentável, com a veiculação do fato na a Coluna do Estadão. Levando a assessoria do presidente Temer divulgar em tempo recorde – por meio de nota -, que todas as carnes servidas, neste domingo, ao presidente e aos embaixadores convidados para jantar na churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira.

A correria no Palácio do Planalto foi tão grande que obrigou outro gerente da churrascaria, Paulo Godoi, a procurou o ‘Estadão’para dizer que a picanha vendida no restaurante é australiana, ‘mas naquele dia, excepcionalmente, para o presidente Temer foi oferecida corte de marca brasileira’.

O certo que além do jantar, ao final, ter sido um fiasco, nesta segunda-feira (20),  para finalizar o o ‘tamanho do rombo que a operação deixa no Brasil, a União Europeia anunciou a suspensão da importação de carne de todas as empresas brasileiras envolvidas na operação.

A Coreia do Sul também já anunciou a suspensão da importação de produtos de frango das marcas BRF (Sadia e Perdigão) e da JBS (Friboi e Seara). As duas gingantes do setor estão sendo investigadas por um esquema de corrupção para liberar a venda de carne estragada e outras irregularidades.

A operação Carne Fraca já vem considerada “a maior operação da história da PF”. Que colocaram, inclusive, na mira da lei, inúmero fiscais do Mapa, que surgiram nas investigações por receberem propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos.

A operação ainda causou uma queda brusca nas ações da Ibovespa, das gigantes JBS e BRF, supostamente envolvidas nas fraudes. As ações caíram 10,59% e 7,25% respectivamente, representando uma perda bilionária de valor das empresas frigoríficas. (Com informações da FolhaPress)

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