Cabo revela que ex-secretário pagou R$ 50 mil para custear esquema de grampos ilegais

Cabo revela que ex-secretário pagou R$ 50 mil para custear esquema de grampos ilegais

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G1G1

O cabo da Polícia Militar Gerson Ferreira Corrêa Júnior, que está preso suspeito de ser um dos operadores do esquema de grampos ilegais, revelou em depoimento que o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques teria pago R$ 50 mil aos coronéis Evandro Alexandre Lesco, ex-chefe da Casa Militar do Estado, e Zaqueu Barbosa, ex-comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, para custear as despesas relativas as interceptações clandestinas. A informação foi divulgada pela TV Centro América, no MT TV 2ª Edição desta terça-feira (17).

Segundo o cabo, parte dos R$ 50 mil foram pagos em dinheiro no escritório de advocacia de Paulo Taques. Ele também disse, que o esquema das escutas clandestinas, que ficou conhecida nacionalmente como a “grampolância pantaneira”, teve início em 2014 durante a campanha de Pedro Taques (PMDB) ao governo do Estado. Ainda em seu depoimento, Gerson teria dito que foi convidado pessoalmente pelo ex-secretário da Casa Civil para integrar um grupo especializado em interceptações telefônicas ilegais ligado a Polícia Militar de Mato Grosso.

A intenção do grupo que operava os grampos era monitorar os adversários políticos do então candidato ao governo Pedro Taques, primo do ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Mesmo após a vitória de Pedro Taques, o esquema de escutas clandestinas foi mantido para monitorar os adversários do governo e desafetos do ex-chefe da Casa Civil. Entre as escutas ilegais consta da deputada estadual Janaina Riva (PMDB), do jornalista Muvuca e da ex-amante de Paulo Taques, Tatiane Sangalli.

Comentários davam conta de que o cabo Gerson Ferreira teria feito um acordo de delação premiada nesta segunda-feira (16), quando prestou depoimento para os delegados Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner, que preside na Polícia Judiciária Civil o inquérito policial que apuras as interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso. No entanto, a defesa do cabo negou o acordo de delação.

Durante a Operação Esdras, deflagrada no último dia 27 de setembro pela Polícia Civil, foram presos além de Paulo Taques e o cabo Gerson, os então secretários Rogers Jarbas (Segurança Pública) e Airton Siqueira (Justiça e Direitos Humanos), o ex-secretário da Casa Militar, Evandro Lesco, o major Michel Ferronato, a personal trainer Helem Christy Carvalho Dias Lesco (esposa de Lesco), o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson da Silva.

STJ – Os inquéritos referentes ao escândalo das interceptações telefônicas ilegais feitas em Mato Grosso por policiais militares e agentes do Executivo Estadual não serão mais conduzidos pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça do Estado. A decisão foi do ministro Mauro Campbell Marques (foto), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou os pedidos feitos pelo governador Pedro Taques, e pela Procuradoria-Geral da República e decidiu remeter para o STJ todos os procedimentos investigatórios em curso na Justiça de Mato Grosso. Além disso, o ministro do STJ decretou sigilo sobre dos procedimentos alegando que a medida é necessária para preservar a atual fase das investigações.

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