Emanuel ignora opinião pública e faz suplementação de R$ 3,3 milhões para Câmara

Emanuel ignora opinião pública e faz suplementação de R$ 3,3 milhões para Câmara

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Foto: Secom/Prefeitura de CuiabáFoto: Secom/Prefeitura de Cuiabá

Mesmo depois da polêmica envolvendo a suplementação de R$ 6,7 milhões à Câmara de Cuiabá barrada pela Justiça, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) ignorou o desgaste político e assinou um novo decreto autorizando uma suplementação de R$ 3,3 milhões ao Legislativo Municipal. No ato, que foi publicado no Diário Oficial de Contas desta quinta-feira (19), informa que o recurso é oriundo de excesso de arrecadação e será utilizado para pagamento de pessoal e encargos sociais.

A Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o repasse de R% 6,7 milhões à Câmara Municipal um dia após os vereadores “enterrarem” o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de que o prefeito Emanuel Pinheiro recebeu propina do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). As imagens do prefeito enchendo os bolsos do seu paletó com maços de dinheiro ganhou repercussão nacional e ficou várias semanas sendo destaques nos principais jornais do país. Na imagem, Pinheiro recebia milhares de reais das mãos de Sílvio Corrêa, ex-chefe de Gabinete de Silval.

Mesmo negando que o dinheiro era fruto de propina para apoiar a gestão de seu correligionário no período que foi deputado estadual, Emanuel Pinheiro ainda enfrenta a maior crise política de sua gestão e a desconfiança da população cuiabana. Apesar disso, o prefeito fez a suplementação orçamentária para o Legislativo com o objetivo de manter uma boa relação institucional com a Casa de Leis e principalmente com a sua base de apoio.

Com a suspensão judicial do repasse de quase R$ 6,7 milhões, o presidente da Câmara, vereador Justino Malheiros (PV), decidiu exonerar 460 servidores comissionados do Legislativo. Com isso, a Câmara Municipal passa a contar com apenas com 11 comissionados e 92 efetivos. Diante do número excessivo de comissionados e da falta de transparência, os vereadores decidiram criar uma Comissão Especial para estudar medidas de gestão como o número necessário de comissionados que a Casa de Leis precisa para funcionar. Além de outras medidas para reduzir custos.

Imbróglio – A Prefeitura e a Câmara de Vereadores tentaram recorrer da decisão judicial que barrou o repasse de R$ 6 milhões para o Legislativo. No enanto, o Tribunal de Contas do Estado manteve a suspensão do repasse sustentando a falta de legalidade da transação.

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