Adolescência e trabalho (parte III)

Adolescência e trabalho (parte III)

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São vários os fatores que influenciam o jovem na escolha de sua carreira profissional, entrando em jogo as questões pessoais, sociais, seus limites e possibilidades. Além da história individual de cada adolescente os fatores: mercado de trabalho, as habilidades necessárias para seu desempenho, à importância social e a sua remuneração influenciam e muito na decisão da escolha profissional, nota-se também que ambos os fatores estão interligados.

O mercado de trabalho não é sempre estável por isso é um dos fatores decisivos na hora da escolha, já que uma carreira pode não ser tão promissora devido ao mercado de trabalho estar saturado, ou seja, o aumento da mão de obra leva a desvalorização salarial e consequentemente pode levar ao pensamento deste adolescente de não querer esta determinada profissão por não ser tão bem remunerada.

Sem dúvida, a maioria das pessoas busca uma profissão bem valorizada e que possa garantir um bom padrão de vida. Ainda, outro fator bastante influente a ser considerado é como essa profissão é vista pela sociedade, ou seja, seu status. A questão do status social da profissão certamente é algo relevante na escolha de uma profissão pelo adolescente.

Ligado aos fatores sociais, mercado de trabalho, prestigio social e remuneração está à habilidade, assim é preciso pensar também o tipo de trabalho que este indivíduo irá exercer em determinada profissão.

 

O adolescente e as diferenças sociais

A questão social produz contradições de ideias na maioria das vezes. Assim, um jovem de classe média escolhe uma carreira e irá passar por um longo tempo até mesmo ultrapassando a sua adolescência estudando, enquanto jovens de classes mais baixas tendem fazer cursos técnicos aprendendo o necessário para poder exercer a sua mão de obra.

O tempo de formação para que alguém passe a produzir e alcançar uma determinada ou mesmo almejada independência financeira e assim o início de sua autonomia, pelo menos nessa área, é algo que é ponderado porque a duração de um curso técnico é em média de dois anos e já um curso de medicina, por exemplo, seis anos ou mais.

É necessário deixar claro que jovens de classes mais baixas também podem seguir a profissão que desejam, mas é evidente que encontrarão maiores obstáculos devido a sua situação financeira.

Outros jovens ainda deixam a escola muito precocemente e já trabalham o dia todo para ajudar sua família no orçamento, já que esta não possui condições de manter seus filhos na escola. A injustiça social se manifesta em nosso país pela estrondosa diferença de renda entre as populações mais ricas e pobres.

Com isso, percebe-se com facilidade que as diferenças sociais influenciam diretamente na possibilidade de escolha da profissão por um adolescente. São muitos os aspectos que foram discutidos nesse e nos artigos anteriores que influenciam alguém na escolha de sua profissão. Esperamos com isso que todos tenham mais consciência desses fatores para auxiliarem esses que buscam um lugar no mercado de trabalho, e mesmo, para os adultos que desejam trocar de profissão.

 

Psicólogo João Geraldo de Mattos Neto

Contato: joaogeraldo.psi@gmail.com

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