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Capacidade frigorífica anual de MT é de abater 9 milhões de bovinos, mas número fica abaixo
Os problemas enfrentados por pecuaristas e empresários do setor frigorífico poderão onerar o bolso do consumidor. A previsão é do superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari. De acordo com Imea-MT, as famílias brasileiras despendiam, até o ano passado, R$ 29,62 por mês com a compra de carne bovina. Deste total, R$ 17,05 eram gastos com carne de primeira e o restante, R$ 12,57, com carne de segunda. Considerando todas as despesas mensais das famílias com alimentação (R$ 421,72), os gastos com o consumo da carne bovina respondeu por 7%. O consumo médio anual de carne bovina no país é de 37,5 quilos.
O superintendente do Instituto, Otávio Celidônio, afirma que a rede varejista tem pressionado a indústria e que a influência no preço final não decorre do preço pago pela arroba do boi, que, segundo empresários da indústria, está alto em Mato Grosso. “O que vejo é que há poucas redes de supermercados no país, que pressionam os preços (no atacado)”. Para Vacari, o pecuarista não pode continuar “à margem do varejo”. Ele sustenta que o pecuarista foi sempre responsabilizado pela sustentação das indústrias.
Dados do Imea/MT apontam que o volume mensal de abates neste ano tem se mantido na média de 359,5 mil. No ano passado, era de 348,5 mil, em período equivalente. “Com o câmbio em baixa, houve um excesso de oferta no mercado interno e queda nas exportações”, complementa Freitas.
Publicado em : 19/07/2010 às 09:57