O Globo
Destroço do helicóptero. Exército nega ataque a aeronave
Um helicóptero do Batalhão de Aviação do Exército em Campo Grande (BavEx) caiu na noite desta quarta-feira (10) durante operação na região do Baixo Pantanal, em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Quatro militares morreram no acidente. A aeronave, modelo Fennec, do 3º Batalhão de Aviação do Exército (BAvEx), caiu por volta das 21h50m na região do Pantanal da Nhecolândia.
Nesta manhã, o Exército descartou a possibilidade de ataque à aeronave, apesar do helicóptero articipar de uma operação em uma região de fronteira. "Essa é uma probabilidade remotíssima, já que o local onde o exercício estava acontecendo é uma área particular e fazia um voo noturno, quase que localizado apenas ali na propriedade", analisou o comandante militar do Oeste, general Renato Joaquim Ferrarezi.
Os corpos dos quatro militares que morreram na queda chegaram a Campo Grande no fim da manhã desta quinta-feira (11). Ainda de acordo com Ferrarezi, o resgate dos corpos dos capitães André Luiz Almeida dos Santos e Vinícius Viglioni Salgado, que eram os pilotos da aeronave, do sargento Renan Moreira Orizo e do cabo Rodrigo da Silva Correa, que também faziam parte da tripulação, foi feito por uma equipe do Esquadrão Pelicano, da Força Aérea Brasileira, e após o desembarque no Base Aérea foram encaminhados para o Instituto Médico e Odontológico Legal (IMOL).
O general disse que o acidente com o helicóptero ocorreu a três quilômetros da cabeceira da pista da Fazenda São Paulino, onde desde segunda-feira, 88 militares do BAvEx fazem um exercício de adestramento chamado de Operação Caburé.
Ferrarezi argumentou que não se sabe se a queda da aeronave ocorreu durante procedimento de pouso ou de decolagem e que o acidente não foi visto pelos outros militares que participavam da operação. "Eles escutaram apenas um grande estrondo" comentou, completando que após a queda o helicóptero pegou fogo.
O comandante militar do oeste disse que todos os militares que morreram no acidente tinham alto nível de adestramento e que aeronave, que tinham cerca de 30 anos de uso, era considerada nova e estava com sua manutenção em dia. Ele adianta que uma equipe da Comissão de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Exército já seguiu para o local do acidente e que dentro de 30 dias emitirá um relatório preliminar, em que apontará as causas da queda de helicóptero.
Segundo o major Felipe Rezende, que também participava da Operação Caburé, em nenhum momento durante o voo a tripulação do helicóptero fez pelo rádio qualquer tipo de menção a problemas com a aeronave. Ele comentou que apesar do Fennec não possuir uma caixa preta para registrar dados e conversas, as informações que os peritos coletarão da aeronave no local da queda devem ser suficientes para esclarecer o que provocou o acidente.
Publicado em : 11/03/2010 às 17:49 Editado em: 12/03/2010 às 11:22