O governador Blairo Maggi (PR) reúne, a partir de hoje, todo o primeiro escalão do governo para deliberar o que deve ser feito durante os 15 dias em que ficará de licença. O vice-governador Silval Barbosa (PMDB) disse estar tranquilo, pois já assumiu outras vezes o Executivo estadual e não acredita que a licença de Maggi tenha a ver com abrir mais espaço para o vice dentro do governo.
Barbosa afirmou que vai trabalhar dentro da normalidade do dia-a-dia do governo. “Os rumos já estão dados para o dia-a-dia. Não tem muito o que estar inventando. Não tem nada de novo, apenas a programação normal do governo, que vou tocar adiante”, disse.
O vice-governador já tem agenda programada para os dias em que ficará à frente da administração estadual. Barbosa levará adiante o programa do Estado de adquirir maquinário para cessão às prefeituras. Além disso, ele tem agenda em Brasília, onde vai discutir com o ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel, para tratar da situação de Bordolândia.
No próximo dia 14, o vice-governador tem audiência com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para falar de recursos para a saúde para os municípios de Sinop, Rondonópolis e Cuiabá. “Também vou tentar audiências com outros ministros enquanto estiver lá”, informou.
Barbosa explicou que já está acostumado a deliberar decisões, pois preside o núcleo sistêmico, que abrange secretarias como Casa Civil, Fazenda e Administração, entre outras. “As reuniões acontecem todas as terças-feiras e é onde deliberamos os problemas dos secretários e achamos soluções para resolver esses problemas, como a pauta de contratação”, declarou o vice-governador.
Para ele, Maggi não está agindo estrategicamente com essa licença. Questionado sobre se o governador decidiu não renunciar no final do ano, como vem se falando, já que existe a possibilidade de Maggi assumir um ministério do governo federal, Barbosa insistiu que o governador não falou nada sobre isso. Ele afirmou que tem uma forma discreta de atuar no governo. “Sei o meu limite”, disse. Falando ainda que não teme desgaste de imagem, nem se Maggi abrirá ou não mais espaço para que ele possa viabilizar a candidatura. “Sou muito tranquilo em relação isso. Meu nome já está colocado pelo partido e vou viabilizar isso junto aos demais partidos do arco de aliança. O próprio Blairo Maggi acredita que é possível aglutinar o arco em volta de meu nome. Tenho 20 anos de vida pública e o que tem de desgaste já foi colocado e será colocado novamente lá na frente”.
Relação com outras siglas ficaria ruim, diz Riva
Mesmo não sendo do Partido da República, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), disse que se o governador Blairo Maggi (PR) assumir o comando do partido poderá comprometer a relação com as siglas que o apoiaram quando ele foi eleito nas eleições de 2002 para as articulações para o arco de aliança do ano que vem.
Caso o governador assumir a presidência regional do Partido da República nenhuma outra sigla vai querer entrar em algum embate político com o chefe do Executivo estadual, já que se houver alguma rusga o governador Blairo Maggi poderá levar a questão para o Palácio Paiaguás.
De acordo com a orientação da Executiva Nacional do PR, todos os presidentes regionais das siglas deverão ser deputados federais e se possível que não dispute um cargo eletivo nas próximas eleições.
Essa orientação viabilizaria o projeto do deputado federal Wellinton Fagundes, que já disse que está à disposição da sigla para ser presidenteregional.
O fato que pesaria para Fagundes comandar o PR em Mato Grosso é que ele é deputado federal e candidato do partido para disputar o Senado Federal nas eleições do ano que vem. Fagundes teria apenas as segundas, quintas-feiras e finais de semana para trabalhar as articulações da sigla.
Pensando em viabilizar a sua candidatura ao Senado e a possível presidência do PR, Fagundes resolveu tirar licença do cargo por 120 dias para tratar de assuntos políticos.
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