Estreia hoje uma das mais bem sucedidas seqüências de animação, A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of the Dinossaurs, 2009, 94 min). A trama bem-humorada volta com os já conhecidos personagens: o mamute Manny, a preguiça Sid e o tigre Diego, que são acompanhados pela mamute Ellie – a namorada que Manny conquistou no segundo filme – e mais outras figuras engraçadas. Paralelamente, claro, o esquilo Scrat continua sua saga em busca da tão sonhada noz.
Com um orçamento de US$ 90 milhões, esta seqüência é dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha – que já havia dirigido o não tão empolgante Era do Gelo 2. Os elementos que são vistos nos dois primeiros filmes continuam, como as situações inusitadas e incomuns às quais a preguiça Sid se mete. Mas, claro, as piadas não soam datadas ou repetitivas, o que contribui para atualizar o próprio elenco – uma vez que o segundo filme foi lançado há três anos.
O fio da história é a constituição de uma família. Quem viu o segundo lembra que havia a questão da extinção dos mamutes, e arranjar uma namorada para Manny era um dos focos. Em Era do Gelo 3, Ellie está no final da gestação, e isso tira um pouco a atenção de Manny para com os seus amigos. Ou seja: temos um drama entre amigos, o que leva Diego a pensar sobre suas escolhas desde que se juntou ao bando e a Sid querer ter filhos.
Até aí, nenhum problema: amizade tem disso mesmo. O problema surge quando Sid rouba três ovos pensando em iniciar a sua vida familiar. O que ele nem imagina é que os bebês são filhotes de dinossauro. Quando a gigante mãe nota que seus filhos foram roubados, sai à caça do ladrão e acaba levando Sid para um lugar desconhecido: o mundo subterrâneo dos dinossauros – uma espécie de Novo Eldorado dos répteis.
Ao perceberem a ausência do amigo, Manny, Ellie, Diego e os irmãos Crash e Eddie – novos personagens – resolvem partir em uma perigosa missão. Entre criaturas gigantescas, eles contam com a ajuda de Buck – uma espécie de John Locke (aquele careca estranho do seriado Lost) do reino animal. A diferença entre o Locke de Lost e este é que ele mal sabe por onde anda.
Paralelamente à aventura, claro, o querido e atrapalhado esquilo Scrat continua em busca da noz perfeita. Mesmo sem dizer uma palavra, ele se mete em várias confusões e até arruma uma namorada, Scratita – que, como ele, quer a noz.
Um dos pontos fortes continua sendo o aprumo com a questão estética. Os pelos, os movimentos e os ambientes: tudo é milimetricamente bem feito. As texturas são muito elaboradas, e para quem se interessa por esse tipo de trabalho, é um prato cheio aos olhos – ainda mais por ele ter sido lançado também em versão 3D, que exige um óculos especial para a melhor visualização.
Assim como nos longas anteriores, Diogo Vilela empresta a voz a Manny, Tadeu Mello a Sid, Márcio Garcia a Diego e Cláudia Jimenez a Ellie. O primeiro longa rendeu US$ 176 milhões (cerca de R$ 342 milhões), e o segundo filme ultrapassou a casa dos US$ 116 milhões (cerca de R$ 226 milhões) nos primeiros dias de exibição. Se depender desse histórico, A Era do Gelo 3 tem tudo para conseguir o mesmo êxito – mesmo sendo possível já encontrar várias cópias disponíveis para download na internet.
Pré-estreia
Quem volta às telonas é a atriz Sandra Bullock, que pela primeira vez em 10 anos chegou a liderar a bilheterias na América do Norte com o filme “A Proposta”. A comédia romântica arrecadou na semana de estréia US$ 33 milhões. A última vez em que a atriz estrelou um filme que ficou no primeiro lugar das bilheterias foi em 1999 com a produção “Forças do Destino”, em que dividiu a cena com Ben Affleck.
Bullock – que ostenta seus 44 anos – vive a executiva Margaret Tate, que finge um noivado com seu assistente (Ryan Reynolds) para evitar a deportação para o Canadá, país onde nasceu. A parte engraçada em um filme como esse se dá nas situações criadas por causa desse falso relacionamento. Um exemplo é quando ela vai ao Alasca conhecer os pais dele. Ela, uma garota da cidade que costuma ter o controle de tudo, acaba tendo de se virar em cômicas situações.
Além das críticas positivas, o filme está gerando comentários porque em determinada cena Sandra Bullock aparece nua. Como foi dito anteriormente, ela está com seus – cinematográficos – 44 anos, e há sempre uma curiosidade em ver uma mulher assim nua – excetuando os tons machistas dessa afirmação, é claro.
A cena em que Bullock aparece nua levou três horas para ser filmada. Depois de tanto tempo juntos, ela e Ryan Reynolds acharam natural. Foi algo como “Certo, eu te vi pelado e tu me viste pelada. Sigamos a vida”. Vejamos como vai ser a reação de quem for assistir ao filme, que não terá tanto tempo para ver a atriz nua.
As últimas grandes estreias de Sandra Bullock foram “Premonição” (2007) e “A Casa do Lago” (2006), que levantaram 50 milhões de dólares cada. Mas é em comédias românticas – que normalmente têm lá o seu final previsível – que a atriz consegue as melhores bilheterias, como foi o caso de “Miss Simpatia” (107 milhões de dólares) e “Amor à segunda vista” (93 milhões de dólares).
Publicado em : 01/07/2009 às 09:56